Finalmente o meu resumo das praias tailandesas!
Antes de começar, vou repetir o mantra que sintetiza o que eu penso a respeito de dar dicas de lugares, seja lá para quem for: para cada viajante, uma viagem distinta. O fato de eu ter tido esta ou aquela experiência não determinará a sua, e por aí vai. Ter dicas e recomendações de lugares é sempre importante, desde que você sintonize com a pessoa que lhe informa. E, mesmo assim, haverá dessemelhanças no modo de viver a experiência, pode ter certeza disso!
Eu sou suspeita para falar de praia, pois tenho um nível de exigência bastante alto, pelo fato de haver vivido, grande parte da minha vida, em um balneário litorâneo, que é conhecido não só pela beleza, como também pela simpatia e calidez de sua gente. Portanto, para me surpreender, a praia tinha que realmente me fazer cair o queixo. E o povo do lugar também, para mim, não seria um ingrediente menor.
Não vou ser injusta com as praias tailandesas, mas me deixaram com gostinho de quero mais. Pra começar, não pude perceber o riso fácil tailandês, que todos os guias de viagem comentam. Ao contrário, senti que o sorriso, em quase todos os lugares turísticos pelos quais passei na Tailândia, era mais falso do que fácil. Tchan! Era um sorriso que sempre pedia dinheiro em troca, que solicitava muito mais do que oferecia. Essa foi a minha experiência e o único lugar onde não percebi isso foi no norte do país, na cidade budista de Chiang Mai, onde não há praia. Já falarei sobre ela :)
Por isso, a recomendação mais valiosa que posso dar, e que aponta bastante ao senso comum, é: EVITE, COM TODAS AS SUAS FORÇAS, A TEMPORADA ALTÍSSIMA OU A PEAK SEASON. Esta começa, mais ou menos, no dia 20/12 e termina, mais ou menos, no dia 20/01. Eu suponho, sem nenhum 100% de certeza, no entanto, que tomando essa precaução a sua experiência será, em grande medida, muito mais relaxada do que a nossa. Será?
E as praias em si? São deslumbrantes, realmente. E com diferenciais que já comentei antes, no meu primeiro post sobre a Tailândia: a areia da maioria delas é muito branquinha. O mar tem uma transparência e uma visibilidade impressionantes. E, claro, repito o que me parece fenomenal lá: aquelas formas rochosas que saem de dentro do mar! Por tudo isso, vale muito a pena vir conhecê-las.
Do que eu não gostei: da energia do lugar. Isso é menos tangível e é bastante pessoal, pois seguramente, outra pessoa se sentirá bem ali, com aquela mesma energia. No meu caso, me pareceu um lugar denso, com uma atmosfera de disputa, saqueio, sangue derramado. Depois, fui dar uma checada na história e vi que realmente a minha sensação coincidia com alguns fatos do passado. Ainda assim, saliento, foi uma impressão minha, não necessariamente será a sua.
Outros pontos negativos: o excesso de turistas e de vendedores, a prostituição a olhos vistos e, para a minha surpresa, o clima, que não ajudou, em grande parte do período que estivemos lá. Esse sim foi um fator totalmente fora do script, para a época! Por tudo isso, por mais beleza que haja visto ali, não consegui realmente relaxar. Preciso voltar em outra época para tirar a prova dos nove, hehe :)
Vamos ao resumo!
Kata Beach, Phuket
Linda, água limpa e verde-esmeralda, uma verdadeira piscina. Excelente para banho, para nadar, para kayak, pois quase não tem onda. Não é muito extensa, pois está localizada entre dois morros que a delimitam, mas é um pequeno paraíso, sobretudo quando há pouca gente: no fim da tarde ou de manhã bem cedinho.
Parece ser, em Phuket, um bom lugar para se hospedar, tem muitas opções de restaurantes e cafés, lugares de massagem, manicure e até aquele tratamento de peeling com peixes nas pernas e pés, que parece ser a moda neste verão na Ásia. Portanto, não espere uma vila de pescadores tranquila e deserta. Mesmo que você vá na baixa temporada, a ilha de Phuket e, mais especificamente, Kata, será sempre uma praia badalada.
Phi Phi Don, Koh Phi Phi
“A Praia” deixou de ser uma prainha tranquila desde que o filme de Leonardo di Caprio estreou em Hollywood. Por mais que soubéssemos que estaria crowdeadíssima de gente, eu digo e repito que vale MUITO a pena ir até lá. Nem que você faça o passeio de lancha que fizemos, saindo e voltando no mesmo dia para Phuket, que fica mais longe. Nós só tivemos essa opção, pois foi impossível conseguir hospedagem em Koh Phi Phi, que está mais perto de Phi Phi Don, e é onde se concentram as pousadas.
A praia de Leozinho é simplesmente deslumbrante. A visão desse lugar é paradisíaca. Está meio escondida entre morros gigantes, que terminam formando uma enseada com uma imensa piscina, irresistível para o nado e snorkeling. A água tem uma visibilidade espetacular, algo que nunca vi na minha vida nas praias que frequentei no Brasil. Portanto, de tirar o chapéu. Mas, para quem viu o filme não vá ficar decepcionado: a praia é bem pequena. No filme rolaram uns efeitos especiais para aumentá-la, hehe. Se a maré está alta, quase não tem areia, sobretudo na peak season, quando lota de barcos atracados e de gente circulando. Tampouco é uma praia com infraestrutura: nenhuma pousada, apenas um ou dois barzinhos. Só se chega de lancha. É para ir, babar, tomar um delicioso banho de mar, e voltar. E mesmo ficando lá menos de 2 horas, vale muito a pena.
Koh Phi Phi
Linda, mas estava LOTADA, pior que Phuket, pois é uma ilha menor. Tem duas enseadas lindas, uma de costas para a outra, que formam um banco de areia bem estreito, em determinado ponto. No tsunami de 2004 foi uma das ilhas mais afetadas, pois a grande onda fez esse banco de areia desaparecer, varrendo tudo o que havia no meio: lojas, bares, comércio. Hoje, ao longo de toda a ilha, vimos instalados alertas anti-tsunami, que previnem a população com tempo suficiente para buscar abrigo nas partes mais altas do lugarejo.
Parece que a ilha já se recuperou bastante da catástrofe que foi o tsunami de 2004, mas o mar “comeu” boa parte da praia, então a distância entre o mar e a areia diminuiu. Mesmo assim, Koh Phi Phi vazia deve ser um paraíso, pois você passa de um lado ao outro da ilha quase num pulo, e pode curtir o mar e a visão que mais gostar. Para vir de novo, na temporada baixa, obviamente :)
Bottle Beach, Koh Phan Ghan
A ilha de Koh Phan Ghan é famosa pelas festas em homenagem à lua. Começou com a Full Moon Party, mas hoje tem festa para as demais três fases também. É um lugar com muito fluxo turístico de adolescentes de todas as idades, muita bebida, droga, música eletrônica, ou seja: perfeita pra farra. No entanto, a ilha é grande e há outras praias fora do circuito festeiro que são tranquilas e merecem uma visita para descanso.
Uma dessas praias é Bottle Beach, que foi a que escolhemos para passar o aniversário de Gaba, indicados por nosso amigo francês Mano, que conhecemos em Allepey e que é fã da Tailândia. A praia é de dificílimo acesso, por isso não rola muvuca. Como vínhamos de Phuket, estávamos desejando um lugar mais reservado e tranquilo, porém...
Do dia que chegamos até o dia que saímos não parou de chover quase nunca. Quando parou, estava nublado ou semi-nublado, hehe. O mar, nas fotos promocionais dos hotéis das redondezas, era um presépio: tranquilo, azulzinho, típico de cartão-postal. Na real, o mar estava uma presepada: sujo, talvez porque a correnteza da chuva trouxe algo de lixo de outras praias; com ondas enormes que mal dava para a gente encostar. Me senti em Amaralina que, por sinal, foi a praia da minha infância. Ou seja, mesmo assim, me diverti. Mas, convenhamos...a gente não vem para a Tailândia para repetir uma Amaralina experience, embaixo de chuva, não é verdade?
Pois bem, mais uma vez essa viagem me ensinou que quase sempre o que acaba com uma experiência é o excesso de expectativa. Estar ali, mesmo com chuva, foi legal. Eu e Gaba comemos bem, tomamos uns milk-shakes de coco deliciosos, jogamos baralho, nos divertimos e descansamos pra valer. O problema é quando vinha a pressão da mente, sabotando tudo, com aquela demanda: “putz, estou numa praia da Tailândia...jogando buraco?” Sim, e daí? Vai chorar ou vai viver a coisa como é?
Como já deu pra perceber, muitas vezes esses contratempos da viagem nos ensinam, e muito, a respeito de nós mesmos.
Sairee Beach, Koh Tao
No post anterior, já descrevi bem a experiência que foi estar nesa ilha: incrível! Mesmo com chuva nos primeiros dias, fomos presenteados com uma melhora substancial no clima, nos dois últimos dias do curso de mergulho. Sairee, em si, é uma prainha linda, massa para snorkeling, e está muito bem localizada. A principal vantagem de lá é que há quase uma escola de mergulho por esquina, portanto, super recomendável se hospedar em Sairee, pois há mais opções de resorts com cursos de mergulho.
No mais, Koh Tao tem outras lindas praias que são cartões postais da Tailândia, como Twin Rocks, onde fizemos nosso primeiro mergulho, e Mango Bay, que também é linda para snorkeling, mas que eu acabei nem indo. Para quem quer começar a mergulhar, fica a dica: é o lugar mais bem servido de escolas e profissionais e, talvez por isso mesmo, o mais barato da Tailândia e do mundo inteiro :)
Koh Lanta e Koh Lipe
Essas nós não fomos, mas nos indicaram. Parece que ambas são o pico do sossego no disputado sul da Tailândia. Ambas ilhas estão bem afastadas do circuito turistão. Também oferecem águas transparentes, areias branquinhas, e o melhor: praias quase desertas, segundo nos disseram. Ficarão para a próxima!

tudo é mesmo uma questão de perspectiva. vc poderia ter pensado: wau!!! estou jogando baralho na Tailândia! Kkkkkk
ResponderExcluiré muito luxo fazer o trivial em um lugar extraordinário, menina :)
mas eu tô achando mesmo que vcs já devem tá meio cansados de viajar, né não? nem tenho noção de como é ficar tanto tempo viajando... me parece muito cansativo, principalmente pela logística envolvida na coisa toda. tiro meu chapéu pra vcs!