Eu precisava desabafar isso aqui antes de prosseguir com os posts. Estava necessitando elaborar um pouco mais os últimos eventos e ter algum distanciamento histórico, antes de continuar com os relatos. Pois bem, sigamos, hehe!
Chegamos na Tailândia! Um voo bem rapidinho de Singapura nos levou à famosa Phuket, no sul muçulmano do país. Para quem não sabe, embora a Tailândia seja famosa por ser um país predominantemente budista, o sul do país é dominado pelos muçulmanos, muitos deles malaios ou descendentes de malaios.
Ah, tinha que fazer outro comentário: nunca entendi porque uma loja brasileira de meias leva esse nome, Phuket. Talvez pela sonoridade. O fato é que no sul da Tailândia é verão quase o ano inteiro. Meias: pra-quê-te-quero? Mas, tudo bem. A loja prosperou, talvez seguindo o exemplo do paraíso tailandês.
Sim, a Tailândia tem uma exuberância de fazer o queixo cair. Não dá pra negar a beleza desse lugar. Ainda no avião, pude perceber isso, e me senti de viagem à outro planeta, quando vi aquelas montanhas, de cor verde esmeralda, brotarem de um mar transparente. Esse, aliás, é o diferencial das praias daqui: a combinação espetacular de águas muito claras, num tom meio verde-azulado, areias brancas como neve, montanhas verdes, de formas estranhíssimas, algumas parecendo estalagmites que nascem de dentro do mar, e uma vegetação selvagem, algo muito particular.
No tempo dos vikings que, para minha surpresa, também andaram disputando essas areias, talvez fosse possível encontrar praias desertas, totalmente selvagens. Hoje em dia, isso é quase impossível! Encontrar um pedaço de chão desocupado é quase como acertar num bingo disputado de quermesse. Nesse aspecto, eu fui sortuda: ganhei no bingo! Consegui, através de um amigo que fizemos na Índia, que conhece muito bem a Tailândia, encontrar uma areia pra chamar de minha. Porém, quase não foi possível aproveitá-la porque estava... chovendo! Pô, São Pedro, até tu? :(.
Cova dos vikings, próximo a Koh Phi Phi
Acreditem: no alto do alto da alta temporada, eu só pude, em quase 15 dias de praia, ver o sol sair, sem absolutamente nenhuma nuvem, em apenas uns cinco dias. Nos demais, ou chovia, ou estava nublado, ou parcialmente. Não me chamem de pé frio! A culpa é do aquecimento global. O fato é que, ainda no avião, enquanto contemplava toda a beleza do lugar, pude observar umas nuvenzinhas cobrindo boa parte da paisagem, e isso me chamou a atenção. Ué, não é que aqui só chove em julho, agosto? Necas de pitibiriba!
Na verdade, não foi só São Pedro que me deixou meio descolocada na minha temporada praieira tai. Estava muito mal-acostumada com a receptividade, a calidez, o sorriso sincero e amigável do povo do sul da Índia. Tão mal acostumada e com a guarda tão aberta, que não consegui conectar com a agressividade mascarada que percebi no sul da Tailândia. A energia no sul muçulmano tailandês é de disputa, de embate, em quase todos os lugares de praia que passamos. Não pude vivenciar o famoso sorriso fácil tailandês, ao contrário. Senti que, pelo menos no sul, a amabilidade vinha sempre com segundas intenções.
O turismo sexual foi algo que sempre soube, mas vê-lo foi muito mais chocante do que sabê-lo. Sim, vi meninas, muitas seguramente menores de idade, fazendo cara de “não aguento mais”, de mãos dadas com gringos bufões, nojentos. As menores não eram a maioria, mas havia.
O Governo da Tailândia, pelo que pudemos perceber, tem tentado impor limites, pedindo visto para turistas de alguns países europeus, e encurtando a visita dos mesmos. Os alemães, por exemplo, somente podem permanecer no país por 15 dias, segundo nos contou uma alemã que conhecemos na Índia. Mesmo assim, o governo tai não parece fazer muito esforço para fiscalizar as praias do sul, nem está muito em dia com os direitos da mulher. Definitivamente a prioridade é outra: o turismo!
Kata Beach, Phuket. Num dos raros dias totalmente ensolarados que vi por aqui
Curiosidade: na Tailândia você pode falar mal de Deus, da torcida do Bahia e, talvez, até de Buda, menos do rei. Sim, eles têm um reinado! E o rei é autoridade absoluta. Fale mal do rei e você vai direto para o xilindró. Também é considerado um grande insulto pisar no dinhero daqui, pois, na cédula, está impressa a cara do rei. Pois é. Em Roma, como os romanos!
No próximo post farei um resumo das praias e contarei um pouco da incrível experiência que foi mergulhar pela primeira vez na vida, em águas tailandesas!
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